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Diante da disputa entre africanos pela Copa de 2010, a África do Sul sagrou-se vencedora com 14 votos contra 10 do Marrocos e 0 do Egito. Ao todo, 3,1 milhões de espectadores assistiram aos 64 jogos da Copa do Mundo da África do Sul nos 10 estádios situados em 8 das 9 províncias do país: Gauteng, Mpumalanga, Limpopo, Free State, Kwa-Zulu Natal, Western Cape, Northwest e Eastern Cape. Vale dizer que foi a terceira maior participação agregada depois dos Estados Unidos, em 1994, e da Alemanha, em 2006 (Fonte: http://www.sa2010.gov.za).
O orçamento para a Copa do Mundo de 2010 foi norteado por um protocolo de financiamento do tesouro nacional que priorizou o investimento em infraestrutura, logística, comunicação e segurança, itens necessários para garantir um legado duradouro. Assim, o investimento de US$ 2,24 bilhões direto do governo fez parte de um programa de gastos muito maior entre 2006 e 2010. Durante esse período, o governo investiu mais de US$ 57,14 bilhões na infraestrutura do país, com transporte ferroviário de mercadorias, produção de energia, comunicações, aeroportos e portos de entrada.
Este orçamento também contemplou a construção e a reforma de estádios, além de programas de esportes e recreação, artes e cultura, policiamento e serviços médicos de emergência. Financiamentos do governo nacional foram suplementados por contribuições dos governos provinciais, locais e outros parceiros.
A preocupação ambiental fez parte da Copa do Mundo de 2010. Baseadas na experiência da Alemanha, que foi o primeiro evento “Green Goal” realizado, as cidades Joanesburgo e a Cidade do Cabo abriram também suas contas verdes.
Para a preparação de voluntários, incluindo a seleção, o treinamento, a homologação e a implantação, foram investidos 25 milhões de rands (R$ 6 milhões) (Fonte: http://www.sa2010.gov.za).
O governo nacional investiu 33 bilhões de rands (R$ 7,9 bilhões) em preparativos para a Copa do Mundo e o PIB anual teve aumento de 1% (Fonte: http://www.sa2010.gov.za).
Nome oficial: República da África do Sul.
Localização: África Austral, na ponta sul do continente africano.
Tamanho: 1.219.090 km².
Áreas-chave da economia: serviços de mineração e transportes, energia, manufatura, turismo e agricultura.
População: 47,94 milhões (meados de 2007).
Língua oficial: Inglês, Zulu, IsiXhosa, IsiNdebele, Afrikaans, SiSwati, Sesotho Sa Leboa, Sesotho, Setswana, Tshivenda e Xitsonga.
Governo: multipartidário constitucional, em três níveis (local, provincial ou nacional), e democrático.
As principais cidades: Joanesburgo, Cape Town, Durban, Pretória, Port Elizabeth, Bloemfontein, East London, Kimberley. São nove províncias.
Moeda: 1 rand = US$ 0,14 = R$ 0,24
Time: GMT 2 horas
Total do PIB: (2009) 2 trilhões de rands (R$ 491 bilhões)PIB per capita: (2009) 41 mil rands (R$ 10 mil)
(Fonte: http://www.sa2010.gov.za)
O Sistema de Controle de Movimento registrou cerca de 1,4 milhão de estrangeiros que visitaram o país durante a Copa do Mundo de 2010, o que representou um aumento de, aproximadamente, 25% quando comparado ao mesmo período de 2009 (Fonte: http://www.sa2010.gov.za). Para se ter uma ideia, em 2007 a África do Sul impulsionou o fluxo de turistas mais rapidamente do que a média internacional, e o turismo chegou a crescer 7,6% nos primeiros meses do ano de 2008. Em comparação com a marca de menos de 600 mil turistas estrangeiros em 1994, o crescimento registrado é realmente algo que a África do Sul pode celebrar. Ressalta-se que no ano de 2009, aproximadamente 10 milhões de turistas visitaram o país, sendo 37 mil oriundos do Brasil.
Por conta do grande número de visitantes esperados, a África do Sul foi o primeiro país na história da Copa do Mundo a oferecer vistos específicos para o evento, cuja exigência era a comprovação de compra de ingressos para os jogos do Mundial.
Entretanto, organizar grandes eventos esportivos internacionais não foi novidade para o país, que sediou de forma bem-sucedida a Copa do Mundo de Rúgbi, em 1995, a Copa do Mundo de Críquete, em 2003, o Campeonato de Críquete Indian Premier League, em 2009 e a Copa das Confederações, também em 2009, entre outros. Assim, acredita-se que o número de visitantes na África do Sul, que já é um destino turístico importante, deverá ser impulsionado, significativamente, pós-Copa e pequenos negócios do setor de hospitalidade seguirão amplamente beneficiados.
O Tourism Grading Council, fundado pelo Departamento de Assuntos Ambientais e Turismo, tem aumentado a sua capacidade e se empenhado na classificação de alojamentos fornecedores em todo o país. A MATCH-AG, companhia designada pela FIFA para organizar as acomodações para 2010, assinou um termo com o Tourism Grading Council, garantindo que houvesse acomodação suficiente e certificada para o evento.
Pela primeira vez na história, a FIFA considerou as acomodações “não hoteleiras”, como acomodações em parques nacionais, bed and breakfasts, lodges e casas de hóspedes durante a Copa de 2010. Assim, além dos 40 mil quartos oferecidos pelos conveniados à MATCH, o Departamento de Turismo da África do Sul designou verba de 200 milhões de rands (R$ 48 milhões) para a classificação de acomodações em micro, pequenos e médios empreendimentos, de modo que o evento beneficiou toda a indústria do Turismo no país e possibilitou oportunidade única para um número considerável de estabelecimentos de acomodação menores.
Também foram investidos 17 milhões de rands (R$ 4,8 milhões) em festivais de diversos tipos de esporte e outros eventos de recreação, como um programa de futebol de rua, que mobilizou e conscientizou as comunidades, entusiasmando-as para a Copa do Mundo (Fonte: http://www.sa2010.gov.za).
Dados do ministério do turismo sul-africano estimam que, com a vinda dos turistas internacionais, cerca de 93 bilhões de rands (R$ 22,3 bilhões) foram injetados na economia local (Fonte: http://www.sa2010.gov.za).
O valor investido para a abertura e o encerramento da Copa do Mundo, assim como o financiamento para o setor das artes e da cultura com a revitalização de centros comunitários visando aproveitar o crescimento do turismo durante o evento, foi de 150 milhões de rands (R$ 36 milhões).
Vuvuzela: uma grande e colorida corneta de plástico, de som semelhante a uma buzina náutica, utilizada principalmente como instrumento de comemoração em jogos de futebol. Origem: Zulu / gíria das townships.
Laduma: o momento em que a bola atinge a rede do gol. Grito popular em jogos de futebol, significa "ele marcou!" (literalmente: "está trovejando", em Zulu).
Jabulani: nome com que foi batizada a bola oficial da FIFA para a Copa do Mundo de 2010. Significa “trazendo alegria para todos” em Zulu.
Makarapas: chapéus de plástico rígido, muito bem trabalhados e extremamente coloridos, que os torcedores usam. Origem: Xhosa.
Zakumi: leopardo humanizado com cabelo verde. O nome deriva de "ZA", que é a abreviação internacional para “África do Sul”, e "kumi", termo que significa “dez” em vários idiomas africanos.
Idiski: jogo de futebol. Origem: gíria das townships.
Bafana Bafana: Os garotos, apelido da seleção sul-africana. Origem: Zulu.
• 1.431.138 foi o número de estrangeiros que visitaram o país durante a Copa do Mundo.
• 30 bilhões de rands (R$ 7,2 bilhões) foi o montante investido em transportes, infraestrutura de telecomunicações e estádios.
• 13 bilhões de rands (R$ 3,1 bilhões) foi o valor investido para a melhoria das estações de trem perto dos estádios, estradas e aeroportos.
• 3,5 bilhões de rands (R$ 840 milhões) foram utilizados para renovar os equipamentos de infraestrutura de tecnologia da informação nas fronteiras.
• 1,5 bilhão de rands (R$ 360 milhões) foi o valor investido em tecnologia de transmissão, principalmente para as melhorias ao acesso de internet banda larga.
• 1,3 bilhão de rands (R$ 312 milhões) foi o valor destinado para a segurança.
• 66 mil postos de trabalho foram criados nas obras dos estádios, gerando R 7,4 bilhões (R$ 1,7 bilhão) em salários.
• 93 bilhões de rands (R$ 22,3 bilhões) foram injetados para a economia sul-africana pelos turistas internacionais durante a Copa do Mundo.
• 33 bilhões de rands (R$ 7,9 bilhões) foram investidos em preparativos para a Copa do Mundo e o PIB anual teve aumento de 1%.
• 20 bilhões de rands (R$ 4,8 bilhões) foram destinados ao programa de desenvolvimento de aeroportos.
• Um avião pousou a cada dois minutos na manhã do dia 11 de julho, final da Copa do Mundo. No mesmo dia e na segunda-feira (12 de julho) foram movimentados 1.400 aviões, transportando mais de 160 mil passageiros.
• 1.467 milhões de passageiros que possuíam os bilhetes dos jogos foram transportados em 2.256 viagens do Metrorail.
• 42 mil ingressos foram vendidos na primeira semana de funcionamento do Gautrain. Até 27 de junho, 255 mil viagens foram realizadas desde o lançamento.
• 700 ônibus foram comprados para o uso durante o evento.
• 8,4 bilhões de rands (cerca de R$ 2 bilhões) foram destinados pelo tesouro nacional para a construção e modernização de estádios.
• 25 milhões de rands (R$ 6 milhões) foram investidos para a preparação de voluntários para a Copa do Mundo.
• 3,2 bilhões de rands (R$ 768 milhões) foram investidos entre 2006 e 2010 em infraestrutura de telecomunicações na África do Sul.
• 1 bilhão de rands (R$ 240 milhões) foi investido na transição do sinal de televisão analógica para o digital terrestre por meio da Sentech. Cerca de 80% de sul-africanos assistiram a Copa do Mundo por meio da televisão digital.
• 3.370 postos de trabalho foram criados no International Broadcast Center (IBC ).
(Fonte: http://www.sa2010.gov.za)
• Foi a primeira eliminação italiana na primeira fase desde 1974, quando caiu no grupo da Polônia, da Argentina e do Haiti.
• Pela primeira vez na história, o campeão e o vice da Copa anterior foram eliminados na primeira fase.
• Foi a primeira vez na história que a seleção italiana acabou como último colocado do grupo.
• Após levantamento feito com todas as seleções da Copa de 2010, verificou-se que a brasileira é a que possui a média mais alta de idade entre os jogadores: 29 anos e três meses. Foi também o time mais velho a defender o Brasil em um mundial.
• Foi a primeira vez que o Japão fez três gols em um mesmo jogo em Copas do Mundo, na partida Japão 3 X 1 Dinamarca.
• Forlán foi o primeiro jogador a fazer três gols de fora da área em um Mundial desde Lothar Matthaus, em 1990.
• Gana se tornou o terceiro país africano a cair nas quartas-de-final. Camarões, em 90, e Senegal, em 2002 já haviam conseguido este feito.
• A Espanha foi a 12ª seleção a disputar uma final de Copa do Mundo pela primeira vez. A última estreante tinha sido a França, que ganhou o título em casa, em 1998.
• A Alemanha, além de ser junto com o Brasil a equipe que mais disputou finais (sete), é também a que participou de mais jogos pelo terceiro lugar. A partida contra o Uruguai, em Porto Elizabeth, foi a quinta da história.
• A Espanha se tornou a terceira equipe a disputar uma final de Copa do Mundo como a detentora do título europeu. Antes, Itália, em 1970, e Alemanha, em 1982, chegaram à decisão, sendo que ambas perderam.
• A Espanha foi a 11ª equipe a chegar à final após ter perdido um jogo. Três delas foram campeãs: Alemanha, em 1954 e 1974, e Argentina, em 1978.
• A Alemanha e o Uruguai já se enfrentaram para decidir a terceira posição uma vez, em 1970. Os alemães venceram por 1 a 0. Foi a primeira vez que duas seleções repetiram a "final de consolação".
• A Espanha foi o primeiro país a ser campeão após perder a partida de estreia.
• Todos os gols espanhóis na Copa de 2010 foram marcados por jogadores do Barcelona, já que David Villa, antes jogador do Valência, acertou sua transferência para o clube catalão antes do início do Mundial.
• Escolhido o melhor do Mundial de 2010, o uruguaio Forlán foi o primeiro jogador a ganhar a “Bola de Ouro” sem ter chegado entre os três melhores da Copa. O Uruguai ficou em quarto lugar.
• Um dos destaques da Copa foi o polvo Paul. O polvo de um aquário alemão acertou todos os resultados da Copa.
• Com a estreia contra Gana na Copa do Mundo de 2010, o sérvio Dejan Stankovic foi o primeiro jogador na história da Copa do Mundo a defender três seleções diferentes. Em 1998, Stankovic jogou pela Iugoslávia. Oito anos depois, jogou pela Sérvia e Montenegro, repúblicas remanescentes da antiga Iugoslávia. Com a independência de Montenegro, o jogador da Inter de Milão, atuou pela Sérvia.
Um dos principais desafios para todas as cidades-sede foi a mobilidade urbana. Na África do Sul, passageiros que possuíam ingressos para os jogos, utilizaram o Metrorail livremente para os estádios, com o objetivo de evitar atrasos e congestionamentos nas estradas. Foi transportado cerca de 1.5 milhão de passageiros, em 2.256 viagens. O Departamento de Transportes comprou 700 ônibus para o uso durante o evento. Esses autocarros agora serão usados para substituir a frota da empresa de ônibus Autopax, adquiridos e operado pela PRASA, como parte de um programa de legado global.
Além disso, em corrente construção, o Gautrain aliviou os congestionamentos de trânsito acerca das maiores rodovias do País. Em sua primeira semana de funcionamento, o sistema vendeu 42 mil ingressos, demonstrando claramente a sua popularidade. Até 27 de Junho, 255 mil viagens foram realizadas desde o lançamento do serviço, em 8 de junho. Com uma média de 10 mil passageiros em dias úteis e 20 mil nos fins de semana, utilizando a rota Sandton - OR Tambo International Airport.
Os aeroportos estiveram entre os grandes destaques da Copa de 2010. Bastante elogiados pelos turistas, devido às estruturas oferecidas, alguns contaram ainda com grupos de dança que interagiam com os visitantes, como forma de hospitalidade. A Airports Company South Africa's (ACSA) destinou 20 bilhões de rands (R$ 4,8 bilhões) ao programa de desenvolvimento de aeroportos, que foi concluído a tempo para a Copa do Mundo, e o Civil Aviation Authority South Africa's (SACAA) enviou 33 inspetores de segurança da aviação aos 13 aeroportos em todo o país.
No domingo (11 de julho) de manhã, antes da final da Copa do Mundo entre a Espanha e a Holanda, um avião estava pousando a cada dois minutos. No mesmo dia e na segunda-feira (12 de julho), foram movimentados 1.400 aviões, transportando mais de 160 mil passageiros.
No que se refere às estradas, como parte dos 23 bilhões de rands (R$ 5,5 bilhões), o Gauteng Freeway Improvement Project (GFIP), o viaduto Gilloolly e o intercâmbio N17 e Albertina Sisulu (R21), foram iniciados em junho de 2010.
(Fonte: http://www.sa2010.gov.za)
Estima-se que foram gastos 1.3 bilhão de rands (R$ 312 milhões) com segurança e na luta contra o crime. Cerca de 666 milhões de rands (R$ 160 milhões) financiaram câmeras de segurança, o comando nacional e local e os centros de controle, tecnologia de rádio comunicação e helicópteros, além da formação dos policiais. Neste montante está a aquisição de equipamentos especiais, de controle de multidões, helicópteros, 10 canhões de água e 100 carros para patrulhas rodoviárias.
Os dados oficiais indicam que houve 1.002 casos documentados e com inquérito aberto em todo o país durante a Copa do Mundo. Destes, 558 casos foram finalizados e 387 ainda estão sob investigação. Houve 447 prisões efetuadas. Destas, 266 eram de cidadãos sul-africanos, enquanto 181 eram estrangeiros. Foi apreendido o valor de 45.8 milhões de rands (R$ 10,9 milhões) em mercadorias paralelas.
Durante as investigações, 78 casos foram abertos e 106 pessoas foram presas. A maioria dos processos foram abertos em Gauteng (50) e no Cabo Oriental (11).
(Fonte: http://www.sa2010.gov.za)
A construção de todas as principais instalações começou em fevereiro de 2007, mas a demolição de alguns dos estádios teve início em 2006. O tesouro nacional destinou 8,4 bilhões de rands (R$ 2 bilhões) para a construção e modernização das arenas, que foram divididos da seguinte forma:
7.6 bilhões de rands (R$ 1,8 bilhão) para construção e modernização
580 milhões de rands (R$ 139,2 milhões) para o fornecimento de utilidades e serviços para estádios
200 milhões de rands (R$ 48 milhões) para itens de sobreposição em cada estádio
O valor foi distribuído ao longo de quatro anos da seguinte forma:
600 milhões de rands (R$ 144 milhões) para o ano fiscal 2006/07
1, 2 bilhão de rands (R$ 302,4 milhões) para o ano financeiro de 2007/08
3, 6 bilhões de rands (R$ 864 milhões) para o ano financeiro de 2008/09
2, 9 bilhões de rands (R$ 696 milhões) para o ano financeiro 2009/10
Cinco estádios foram construídos: na Cidade do Cabo, Greenpoint Stadium; Port Elizabeth, Nelson Mandela Bay Multi-purpose Sports Facility; Durban, Moses Mabhida Stadium; Nelspruit, Mataffin Stadium e Polokwane, Peter Mokaba Stadium. Outros cinco foram atualizados: Rustenburg, Royal Bafokeng Stadium; Bloemfontein, Vodacom Park Stadium; Pretória, Loftus Versfeld Stadium e Johannesburgo, Soccer City Stadium e Ellis Park Stadium.
O investimento nos 10 estádios de classe mundial criou 66 mil postos de trabalho, gerando 7.4 bilhões de rands (R$ 1,7 bilhão) em salários, com 2.2 bilhões de rands (R$ 528 milhões) destinados, especialmente, a chefes de família de baixa renda, contribuindo, assim, para redução da pobreza.
(Fonte: http://www.sa2010.gov.za)
No final, os espanhóis não conseguiam disfarçar a alegria
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