Diante da disputa entre africanos pela Copa de 2010, a África do Sul sagrou-se vencedora com 14 votos contra 10 do Marrocos e 0 do Egito. Estima-se que, em junho de 2010, 2,7 milhões de espectadores assistirão aos 64 jogos da Copa do Mundo da África do Sul, que ocorrerá em 10 estádios situados em 8 das 9 províncias do país: Gauteng, Mpumalanga, Limpopo, Free State, Kwa-Zulu Natal, Western Cape, Northwest e Eastern Cape.
O orçamento para a Copa do Mundo de 2010 foi norteado por um protocolo de financiamento do Tesouro Nacional que prioriza o investimento em infraestrutura, logística, comunicação e segurança, itens necessários para garantir um legado duradouro. Assim, o investimento de US$ 2,24 bilhões direto do governo é parte de um programa de gastos muito maior entre 2006 e 2010. Durante este período, o governo investirá mais de US$ 57,14 bilhões na infraestrutura do país com transporte ferroviário de mercadorias, produção de energia, comunicações, aeroportos e portos de entrada.
Este orçamento também contempla a construção e a reforma de estádios, além de programas de esportes e recreação, artes e cultura, policiamento e serviços médicos de emergência. Financiamentos do governo nacional serão suplementados por contribuições dos governos provinciais, locais e outros parceiros.
A preocupação ambiental também faz parte da Copa do Mundo de 2010. Baseado na experiência da Alemanha, que foi o primeiro evento “Green Goal” realizado, Joanesburgo e a Cidade do Cabo têm aberto suas contas verdes. As cidades estão refletindo sobre o que se fez na Alemanha durante a Copa do Mundo de 2006 e como podem melhorar essa situação para fazer da Copa do Mundo sul-africana um evento realmente verde. Assim, a África do Sul tem usado energia solar extensivamente e, com a alta demanda de eletricidade, está se preparando para a energia alternativa.
Um desafio para todas as cidades-sedes é a mobilidade pública. Na Alemanha, que já possuía uma ligação de transporte público excelente, o transporte foi reforçado com ônibus Green Goal e a combinação de tíquetes com acesso a todas as modalidades de transporte público.
O primeiro grande legado das cidades será o Bus Rapid Transit (BRT) - ônibus de trânsito rápido - que será conhecido como Rea Vaya. O plano é provido de um serviço de alta velocidade em rotas de ônibus dedicadas a cruzar Joanesburgo, usando uma rede de ônibus de veículos articulados de 18 metros. Uma rede de rotas secundárias será então servida de trens e táxis. O Rea Vaya terá um total de 94 quilômetros de corredores de reboque, englobando um total de cerca de 148 quilômetros de comprimento. Projetos similares ao BRT estão sendo começados também nas municipalidades de eThekwini e Cidade do Cabo. Sete rotas foram selecionadas para dar ao usuário o máximo de flexibilidade com o mínimo de pesadas transferências.
Além disso, em corrente construção, o multibilionário Gautrain irá facilitar os congestionamentos de trânsito acerca das maiores rodovias ligando Joanesburgo com a Pretoria no norte ou ao OR Tambo Aeroporto Internacional no leste. O Gautrain tem cinco estações em Joanesburgo: Park Park Station; Rosebank; Sandton; Marlboro; e Midrand.
Os preparativos para a Copa do Mundo de 2010 já criaram 24 mil novos empregos. O evento vem sendo encarado como oportunidade de acelerar o crescimento e o desenvolvimento não somente do país, mas de todo o continente africano. Apesar de certas áreas de atividade comercial serem limitadas à FIFA e seus patrocinadores – e de haver restrições em vendas, marketing e propaganda em áreas designadas, como os estádios –, haverá ainda assim aberturas de negócios locais.
Os grandes negócios, especialmente aqueles que na África do Sul têm um sofisticado serviço do setor financeiro, permanecerão se beneficiando com a Copa. Estes não deverão ter dificuldades em obter vantagem das oportunidades econômicas de 2010. Por esta razão, este setor não precisa de maiores intervenções do governo – além de assegurar formas pelas quais as empresas já estabelecidas possam apoiar o desenvolvimento de pequenas empresas. Assim, o governo planeja maiores intervenções nos setores informais, onde muitas empresas são geridas por pessoas que têm sido historicamente marginalizadas. O setor informal tem um importante, mesmo que ainda não reconhecido, papel na economia. Uma forma de assistência está sendo planejada no sentido de incrementar o acesso a tecnologias, como transações eletrônicas de suporte.
O “poder da economia negra” e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas, ou SMMEs, são elementos cruciais no plano do governo para nortear setores de negócios e impulsionar o crescimento da economia. A estratégia do “poder da economia negra” foi concebida para desfazer esse legado do apartheid que excluiu a maioria do povo da África do Sul de uma participação na economia. O ponto inicial para esta estratégia – formalmente conhecida como “poder da economia negra de ampla base”, ou BBBEE – é que o país requer um economia que possa ir ao encontro das necessidades de todas as pessoas de uma maneira sustentável.
Pequenas, médias e micro empresas estarão aptas a ocupar oportunidades de negócio criadas para a Copa do Mundo de 2010. As centenas de milhares de visitantes que passarão pelo país durante o evento impulsionarão oportunidades em acomodações, serviços médicos e de viagem, seguros de curta duração, gerenciamento de eventos, logística, artes, artesanato, lazer – para citar alguns.
O governo realizará contratos públicos para 2010 dentro de políticas e práticas existentes que servem tanto para os fins de BBEEE como para ajudar a desenvolver SMMEs. Ele também tem agências para prestar apoio e aconselhamento às pequenas e médias empresas – inclusive ajudando-as a assumir as oportunidades em diferentes setores que se beneficiarão a partir de 2010.
Para a Copa de 2010 o objetivo da África do Sul é receber um extra de 400 (ou 450?) mil – 40 mil provenientes do Brasil – turistas durante o evento, atingindo 10 milhões de turistas num único ano. Em 2007 a África do Sul impulsionou o crescimento de turistas mais rapidamente do que a média internacional, e o turismo chegou a crescer 7,6%, nos primeiros meses do ano de 2008. Em comparação com a marca de menos de 600 mil turistas estrangeiros em 1994, o crescimento a longo prazo que foi registrado é realmente algo que a África do Sul precisa celebrar. No último ano de 2009, 9.933.966 turistas visitaram o país, 37 mil oriundos do Brasil.
Com tantos visitantes esperados, a África do Sul será o primeiro país na história da Copa do Mundo a oferecer vistos específicos para o evento. Eles serão emitidos para estrangeiros vindos de países dos quais a África do Sul exige visto e que apresentem comprovação de compra de ingressos para jogos da Copa.
Entretanto, organizar grandes eventos esportivos internacionais não é novidade para a África do Sul, que foi bem-sucedida sede na Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, na Copa do Mundo de Críquete de 2003, no Campeonato de Críquete Indian Premier League de 2009 e na Copa das Confederações, também de 2009, dentre outros.
Assim, os números de visitantes na África do Sul, que já é um destino turístico importante, deverão ser impulsionados significativamente durante e depois de 2010 e pequenos negócios do setor de hospitalidade seguirão amplamente beneficiados.
O Tourism Grading Council, fundado pelo Departamento de Assuntos Ambientais e Turismo, tem aumentado a sua capacidade e se empenhado na classificação de alojamentos fornecedores em todo o país. A MATCH-AG, companhia designada pela FIFA para organizar as acomodações para 2010, assinou um termo com o Tourism Grading Council para garantir que há suficientes acomodações certificadas para a Copa. Dessa forma, os estabelecimentos de acomodação que procurem se beneficiar com o evento deverão passar pelo devido processo de certificação.
Pela primeira vez na história, a FIFA contratará acomodações “não-hoteleiras”, como acomodações em parques nacionais, bed and breakfasts, lodges e casas de hóspedes durante a Copa de 2010. Assim, além dos 40 mil quartos oferecidos pelos conveniados à MATCH, o Departamento de Turismo da África do Sul designou verba de 200 milhões de rands para a classificação de acomodações em micro, pequenos e médios empreendimentos. Enquanto o evento beneficiará toda a indústria do Turismo no país, também viverá uma oportunidade única para um número considerável de estabelecimentos de acomodação menores.
No final, os espanhóis não conseguiam disfarçar a alegria
Vuvuzela: uma grande e colorida corneta de plástico, de som semelhante a uma buzina náutica, utilizada principalmente como instrumento de comemoração em jogos de futebol. Origem: Zulu / gíria das townships.
Laduma: o momento em que a bola atinge a rede do gol. Grito popular em jogos de futebol, significa "ele marcou!" (literalmente: "está trovejando", em Zulu).
Jabulani: nome com que foi batizada a bola oficial da FIFA para a Copa do Mundo de 2010. Significa “trazendo alegria para todos” em isiZulu.
Makarapas: chapéus de plástico rígido, muito bem trabalhados e extremamente coloridos, que os torcedores usam. Origem: isiXhosa.
Zakumi: leopardo humanizado com cabelo verde. O nome deriva de "ZA", que é a abreviação internacional para “África do Sul”, e "kumi", termo que significa “dez” em vários idiomas africanos.
Idiski: jogo de futebol. Origem: gíria das townships.
Bafana Bafana: Os garotos, apelido da seleção sul-africana. Origem: Zulu.
Joinville é tudo isso e muito mais
“A importância da Copa para o Brasil está além dos 30 dias de jogos”
Esporte e Ecoturismo: duas vocações santistas
Um pouco mais do Paraná
Rebaixamento do campo do Mineirão começa nesta segunda
Conferência internacional aborda sustentabilidade
Relatando experiências
A Copa vem aí e Salvador se prepara
Seminário Gaúcho para a Copa do Mundo de 2014
Pernambuco em ritmo acelerado para 2014